Revista OrtodontiaSPO 2011 | V44N3 | Páginas: 247

Alterações cefalométricas verticais decorrentes do uso do aparelho de protração mandibular

Cephalometric vertical changes during mandibular protraction

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Autor(es):

Fábio Oliveira Coelho* Mário Vedovello Filho** Milton Santamaría Júnior** Adriana Lucato** Júlio César Bento dos Santos**
*Mestrando do Curso de Pós-graduação em Odontologia - área de concentração Ortodontia - Uniararas. **Professores doutores do Programa de Mestrado em Odontologia - área de concentração Ortodontia - Uniararas.

Resumo:

A grande dependência da colaboração do paciente quanto ao uso de acessórios para o tratamento das más-oclusões da Classe II tem gerado a procura por dispositivos mecânicos fixos que excluam esse fator. O ressurgimento do aparelho de Herbst, no final da década de 1970, impressionou os profissionais da área pelos resultados obtidos com o mesmo, apesar da complexidade de sua instalação, do envolvimento laboratorial e do seu custo. Devido a isto, foram lançadas várias propostas de dispositivos de conceito mecânico semelhante, entre as quais a de Coelho Filho, com o seu Aparelho de Protração Mandibular (APM), que reunia características bastante atraentes como custo baixo, possibilidade de fabricação pelo próprio ortodontista ou seus auxiliares, fácil e rápida instalação e não necessitar de envolvimento laboratorial especializado, além de poder ser utilizado concomitantemente com o aparelho ortodôntico pertencente a qualquer técnica. Entre as alterações dentoalveolares e esqueléticas que possam ser responsáveis pela correção das más-oclusões da Classe II com os aparelhos ortopédicos fixos, somente o aspecto sagital foi extensivamente estudado, existindo carência de trabalhos de avaliação do aspecto vertical, com ênfase especial na divergência facial, cujo aumento é a constante preocupação no tratamento da Classe II. O presente trabalho avaliou as alterações lineares e angulares relacionadas à divergência facial ocorridas após o tratamento com o Aparelho de Protração Mandibular em 33 pacientes adultos, de ambos os gêneros, após um tempo médio de nove meses de utilização, concluindo-se que o APM não interfere na divergência facial.

Unitermos:

Aparelho de Herbst; Má-oclusão Classe II; Aparelho de protração mandibular; Divergência facial.

Abstract:

The need for patient compliance in wearing accessories during the treatment of Class II malocclusions has led professionals to look for appliances that may exclude such factor. The reappearance of the Herbst appliance in the 70's impressed for the results obtained, regardless of its difficult installation, laboratory need and its cost. Hence, several other appliances were proposed to override those aspects, among which was the Mandibular Protraction Appliance by Coelho Filho, that included appealing characteristics such as low cost, option of being fabricated by the professional himself or his auxiliary personnel, besides compatibility with fixed appliances belonging to any technique. Most studies on the skeletal and dentoalveolar alterations resultant from the use of orthopedic fixed appliances were directed mainly to the sagital aspect, with very little focus on the vertical modifications and their reflex on facial divergence, which constitutes one of the main concerns during the treatment of Class II malocclusion. The present study analyzed the linear and angular cephalometric alterations linked to facial divergence that occurred after the use of the Mandibular Protraction Appliance in thirty-three adult patients of both sexes after an average period of nine months. It was concluded that the MPA do not compromise facial divergence.

Keywords:

Herbst appliance; Class II malocclusion; Mandibular protraction appliance; Facial divergence.