Revista OrtodontiaSPO 2012 | V45N6 | Páginas: 669

Avaliação da influência da realização da expansão rápida da maxila sobre a recidiva do apinhamento anterossuperior, em casos tratados ortodonticamente sem extrações.

Influence of rapid maxillary expansion on incisors alignment stability

  • Imprimir
  • Indique a um amigo

Autor(es):

Luiz Filiphe Gonçalves Canuto*, Marcos Roberto de Freitas**, Karina Maria Salvatore de Freitas***, Guilherme Janson****, Rodrigo Hermont Cançado*****
*Doutor em Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB/USP; Professor do Curso de Especialização em Ortodontia - ABO/Pernambuco. **Professor titular do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva - Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB/USP. ***Doutora em Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB/USP. Coordenadora e professora do curso de Mestrado em Ortodontia - Faculdade Ingá/Uningá. ****Professor titular do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva - Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB/USP. *****Doutor em Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB/USP; Professor adjunto do curso de Mestrado em Ortodontia - Faculdade Ingá/Uningá.

Resumo:

O presente estudo objetivou comparar, por meio de uma análise retrospectiva, a estabilidade pós-contenção do alinhamento dos incisivos anterossuperiores de pacientes submetidos ou não ao procedimento de expansão rápida da maxila durante o tratamento ortodôntico. A amostra consistiu-se de 48 pacientes, de ambos os gêneros, apresentando más-oclusões de Classe I e II, tratados sem extrações e mecânica Edgewise. A amostra total foi dividida em dois grupos: Grupo 1 (com ERM), constituído de 25 pacientes com idade inicial média de 13,53 anos (d.p. = ±1,63) e submetidos à expansão rápida da maxila durante o tratamento ortodôntico; Grupo 2 (sem ERM), apresentando 23 pacientes com idade inicial média de 13,36 anos (d.p. = ±1,81), cujo tratamento ortodôntico não priorizou a expansão transversal maxilar. Foram medidos nos modelos de estudo das fases pré (T1), pós-tratamento (T2) e pós-contenção (T3), o índice de irregularidade de Little, as distâncias intercaninos e, entre os primeiros e segundos premolares, a distância intermolares, o comprimento e o perímetro do arco superior. A comparação intergrupos foi realizada por meio de testes t independentes. Os resultados evidenciaram incrementos transversais significantemente maiores no grupo tratado com ERM, entretanto, durante o período pós-contenção, não foram observadas diferenças significantes entre os grupos em relação à quantidade de aumento na irregularidade dos incisivos (+1,52 mm em ambos os grupos), bem como em relação à maioria das variáveis estudadas. Concluiu-se que a realização do procedimento de expansão rápida da maxila não apresentou influência na recidiva do apinhamento anterossuperior em longo prazo.

Unitermos:

Técnica de expansão palatina; Ortodontia corretiva; Recidiva.

Abstract:

The purpose of this retrospective study was to compare the long-term stability of maxillary incisors alignment in cases treated with or without rapid maxillary expansion (RME) during orthodontic treatment. The sample comprised 48 subjects presenting Class I and Class II malocclusions, treated nonextraction and Edgewise fixed appliances. The sample was divided into two groups according to the treatment protocol: Group 1 (with RME) comprised 25 patients at a mean initial age of 13.53 years (s.d.=±1.63), who underwent rapid maxillary expansion during orthodontic treatment. Group 2 (without RME) comprised 23 patients at a mean initial age of 13.36 years (s.d.=±1.81), treated with fixed appliances and no rapid maxillary expansion. Dental casts measurements were obtained at three times of evaluation (pretreatment, posttreatment and postretention) and the variables assessed were Little Irregularity Index, intercanine, interpremolar and intermolar widths, and maxillary arch length and perimeter. The statistical analysis was performed by independent t-tests (Intergroup comparison). The results evidenced significant transversal increases in group treated with RME (Group 1), however, during the postretention period, no significant differences were observed between the groups in the amount of maxillary incisors alignment relapse (+1,52 mm in both groups), as well as in most of the variables evaluated. Therefore, it was concluded that the RME procedure did not influence the long-term maxillary anterior crowding relapse.

Keywords:

Palatal expansion technique; Corrective orthodontics; Crowding.