Revista OrtodontiaSPO 2017 | V50N2 | Páginas: 170-3

Reabsorção condilar idiopática e classe II: há relação?

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Autor(es):

Ana Cláudia de Castro Ferreira Conti1
Renata Rodrigues de Almeida-Pedrin1
Sara Nader Marta2
Victor de Miranda Ladewig3
Paulo César Rodrigues Conti4

1Professoras doutoras do curso de mestrado em Odontologia, área de Ortodontia – Universidade do Sagrado Coração.
2Coordenadora do curso de mestrado em Odontologia – Universidade do Sagrado Coração.
3Mestre em Odontologia, área de Ortodontia – Universidade do Sagrado Coração.
4Professor titular do Depto. de Prótese – FOB/USP.

Resumo:

Dentre as alterações morfológicas da articulação temporomandibular (ATM), destaca-se a reabsorção condilar idiopática (RCI). Esse tipo de alteração, também conhecida como condilíase idiopática, atrofia condilar ou reabsorção condilar progressiva, caracteriza-se por um processo degenerativo nos côndilos mandibulares, onde a causa específica é desconhecida. Esse processo degenerativo leva à perda de dimensão vertical dos côndilos e ramo mandibular, ocasionando instabilidade oclusal e musculoesquelética, deformidade dentofacial, disfunção temporomandibular e, em alguns casos, está associado à presença de dor nas ATMs. Acomete mais os indivíduos do sexo feminino, entre dez e 40 anos, associada à má-oclusão de classe II esquelética por retrognatismo mandibular com os planos mandibular e oclusal inclinados, com ou sem a presença de mordida aberta anterior. A RCI pode se manifestar em pacientes com essas características submetidos à cirurgia ortognática de avanço mandibular. Nesses casos, após o diagnóstico baseado na história do paciente, exame físico e exame radiográfico que comprove essas alterações morfológicas na ATM, o mais importante é estagiar a RCI, investigar se a doença está estacionada antes de qualquer intervenção. Dentre os protocolos de tratamento, primeiramente, é necessário estabilizar a oclusão dos pacientes e controlar sintomas dolorosos, quando presentes. No caso de necessidade de cirurgia ortognática ou de enxerto ou prótese de ATM, é necessário aguardar a remissão da doença por, no mínimo, seis meses.

Unitermos:

Classe II; Reabsorção condilar; Cirurgia ortognática.

Abstract:

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Keywords:

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