Revista OrtodontiaSPO 2018 | V51N4 | Páginas: 458-61

Marpe: disjunção maxilar quando efeitos dentários não são desejados

Marpe: maxillary disjunction when dental effects are not desired

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Autor(es):

Wendel Shibasaki1
Marlos Loiola1
Lucineide Lima2
Maria Cecilia Seixas2
Sergio Ribeiro3
Thais Maria Poleti4
Ricardo Danil Guiraldo5
Luiz Gonzaga Gandini6
Flavio Cotrim-Ferreira7

1Alunos do programa de pós-graduação em Ciências Odontológicas – Unesp Araraquara.
2Alunas do programa de pós-graduação em Odontologia – Unopar.
3Especialista em IBMF – FOB/USP; Professor convidado de especializações – EBMSP e ABO; Responsável técnico – Imagem Pierre Fauchard.
4Mestrado, doutorado e pós-doutorado – FOB/USP; Professora e coordenadora da pós-graduação strictu sensu em Odontologia – Unopar.
5Doutor em Materiais Dentários – FOP/Unicamp; Professor da graduação e pós-graduação – Unopar.
6Doutor em Ortodontia e professor – Foar/Unesp; Pós-doutorado em Ortodontia e professor do Depto. de Ortodontia – Baylor College of Dentistry, Dallas/EUA; Professor do Depto. de Ortodontia – Saint Louis University, Saint Louis/EUA.
7Mestre em Ortodontia e doutor em Diagnóstico Bucal – Fousp; Professor associado dos cursos de graduação em Odontologia, especialização e mestrado em Ortodontia – Unicid; Editor científico da revista OrtodontiaSPO.

Resumo:

O objetivo desse artigo foi revisar na literatura os resultados de alguns estudos em que o Marpe foi utilizado para tratar tardiamente a constrição maxilar. A atresia maxilar possui uma prevalência relevante nas dentições decídua, mista e permanente, tendo uma etiologia multifatorial e forte impacto no curso de crescimento do terço inferior da estrutura craniofacial. A expansão rápida da maxila na Ortodontia foi popularizada a partir da década de 1960 e esse procedimento deve ser instituído de forma precoce, pois tardiamente pode não funcionar devido à maior resistência esquelética, principalmente nas suturas zigomáticas e esfenoidais. Recentemente, surgiu uma modificação do aparelho disjuntor cuja principal diferença foi a associação com ancoragem esquelética com miniparafusos, sendo assim concebido o Marpe. Diversas pesquisas publicadas vêm demonstrando sua eficiência em uma aplicação tardia em adolescentes no final de crescimento e em adultos. Dessa maneira, concluiu-se que, apesar deste protocolo mostrar boa eficiência, e por ser uma nova aplicação, é prudente observar novos estudos, principalmente com o acompanhamento dos resultados e estabilidade a longo prazo.

Unitermos:

Disjunção maxilar; Atresia maxilar; Ancoragem esquelética.

Abstract:

The aim of this article is to review in the literature the results of some studies in which Marpe was used to treat late maxillary constriction. Maxillary atresia has a relevant prevalence in  deciduous, mixed and permanent dentitions. Having a multifactorial etiology, and strong impact on the growth course of the lower third of the facial skull structure. Rapid maxillary expansion in orthodontics has been popularized since the 1960s and this procedure should be instituted early, since late may not work due to greater skeletal resistance mainly in the zygomatic and sphenoid sutures. Recently there was a modification of the breaker apparatus whose main difference was the association with skeletal anchorage with mini bolts, thus being conceived the Marpe. Several published papers have demonstrated its efficiency in late application in adolescents at the end of growth and also in adults. Thus, it is concluded that although this protocol shows good efficiency, and because it is a new application, it is advisable to follow new studies, mainly with the monitoring of results and long-term stability.

Keywords:

Maxillary disjunction; Maxillary atresia; Skeletal anchorage.