Publicado em: 05/04/2017 às 16h29

Straumann e Neodent: está bom e vai melhorar

Mesmo diante de um período difícil para a economia brasileira, a Neodent duplicará sua capacidade produtiva.

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Matthias Schupp, CEO da Neodent, e Marco Gadola, CEO da Straumann. (Foto: Jaime Oide)


Por Adilson Fuzo e
João de Andrade Neto


O cenário de crise econômica que se agravou no mercado brasileiro durante o ano de 2016 não afetou a Straumann, companhia suíça que apresentou um crescimento superior a 10%, mesmo em um ambiente que tinha previsão de -5% a 1%. A brasileira Neodent, adquirida pela gigante europeia em 2015, também mostrou força e intensificou sua participação no mercado nacional, ampliando sua atuação em 10%.

Satisfeito com o balanço positivo do último ano, o CEO da Straumann, Marco Gadola, revela que a companhia traça planos ambiciosos para seguir o ritmo de crescimento em 2017. Um dos motivos do otimismo do grupo é o aumento na exportação dos produtos Neodent, que começam a ganhar o mundo. Com isso, a empresa vai aumentar o investimento em sua fábrica na capital paranaense. “Nosso plano é dobrar a capacidade de nossa fábrica em Curitiba, e estamos investindo bastante para alcançar essa meta por duas razões: a primeira é que o mercado brasileiro voltará a crescer – ou seja, um dia essa crise vai acabar – e segundo, e mais importante, é que estamos crescendo com a marca Neodent fora do Brasil. Já vendemos, no ano passado, mais de 200 mil implantes fora do País, o que representa cerca de 15% da produção da Neodent. Tivemos muito êxito com esse portfólio de produtos nos Estados Unidos e nos mercados maiores da Europa, como Itália e Espanha”, conta Gadola.

Matthias Schupp, CEO da Neodent, ressalta que a mentalidade da companhia é essencial para a ampliação dos negócios e para a conquista de novas fatias do mercado consumidor. “É um mindset do grupo Straumann mundial, latino-americano e brasileiro: não falamos de crise, falamos de oportunidades. O ano de 2016 foi ainda melhor que 2015, inclusive pelas novidades lançadas, o que nos permitiu adquirir muitos novos clientes”, aponta Schupp.

Entre as razões que fizeram o grupo superar o momento econômico conturbado, segundo Schupp, estão a qualificação profissional de seus colaboradores e o desenvolvimento da estrutura da companhia, em especial com o alcance das lojas da Neodent no País. “A Straumann está em dez lojas e em 20 pontos de distribuição da Neodent no Brasil, com isso saímos de um prazo de entrega de três dias para o mesmo dia. Mas, ressaltamos que as pessoas também fazem a diferença, com o serviço e a atenção que oferecemos aos clientes”, explica.

A proposta da companhia suíça é oferecer uma gama de soluções completas e integradas para o trabalho dos profissionais. “É importante mostrar que o foco da Straumann não é apenas implante. Nós queremos ser o sócio adequado para os dentistas e os laboratórios. Não queremos apenas vender os implantes e as partes protéticas, queremos incluir também os biomateriais. Por isso, estamos em processo de registro do Botiss (família de biomateriais da Straumann) para o mercado brasileiro”, projeta Gadola.

Como novidade para 2017, a Straumann traz o BLT (primeiro implante cônico da linha Straumann) e, em parceira com a 3Shape, complementa a oferta de cirurgia guiada, com todo o fluxo digital. Além disso, a companhia apresenta o Straumann Pure, um implante cerâmico de duas peças.

Com os resultados sólidos e boas perspectivas, Matthias Schupp faz previsões otimistas para o ano de 2017. Para ele, Straumann e Neodent sairão ainda mais fortes deste período de pressão econômica. “Acredito que no segundo semestre de 2017 tudo vai estar melhor, e já estamos nos preparando para o futuro. E eu, como CEO da Neodent, estou muito feliz porque essa vai ser a maior fábrica de implantes em nível mundial”, comemora.