Publicado em: 06/12/2017 às 09h20

Efeito do arco de intrusão e mecânica de arco contínuo na reabsorção radicular do incisivo

Ciência Brasil: publicação de pesquisadores brasileiros na mídia internacional.

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Publicação de pesquisadores na mídia internacional

O espaço Ciência Brasil é reservado para a divulgação das pesquisas recentemente publicadas por ortodontistas brasileiros e estrangeiros em periódicos internacionais. Confira a seguir uma dessas pesquisas:

 

de Almeida MR, Marçal ASB, Fernandes TMF, Vasconcelos JB, de Almeida RR, Nanda R. A comparative study of the effect of the intrusion arch and straight wire mechanics on incisor root resorption: a randomized, controlled trial. The Angle Orthodontist In-Press.


RESUMO

Objetivo: analisar e comparar a reabsorção radicular apical externa (EARR) de incisivos superiores tratados por meio do arco de intrusão ou mecânica de arco contínuo.

Material e métodos: este estudo tomográfico (CBCT) analisou 28 pacientes com mordida profunda na dentição permanente, que foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Grupo 1: 12 pacientes com idade média inicial de 15,1 ± 1,6 anos e overbite médio de 4,6 ± 1,2 mm, tratados com o arco de intrusão de Connecticut (CIA) no arco superior (Ortho Organizers – Carlsbad, Califórnia) por um período médio de 5,8 ± 1,27 meses. Grupo 2: 16 pacientes com idade média inicial de 22,1 ± 5,7 anos e overbite médio de 4,1 ± 1,1 mm, tratados com nivelamento e alinhamento convencional usando mecânica de arco contínuo por 6,1 ± 0,81 meses. O grau de EARR foi analisado em 112 incisivos superiores, usando tomografia computadorizada de feixe cônico e um programa tridimensional (Dolphin 11.7, Dolphin Imaging & Management Solutions – Chatsworth, Califórnia). As imagens em CBCT foram obtidas antes (T1) e seis meses após o início do tratamento (T2). As diferenças intra e entre os grupos foram avaliadas por meio dos testes t não pareados e pareados, respectivamente, com um nível de significância de 5%.

Resultados: diferenças significativas foram encontradas para ambos os grupos entre T1 e T2 (p < 0,05), indicando que EARR ocorreu em ambos os grupos. No entanto, não houve diferenças significativas quando a EARR foi comparada entre o grupo 1 – arco de intrusão (-0,76 mm) – e o grupo 2 – mecânica de arco contínuo (-0,59 mm).

Conclusão: o arco de intrusão de Connecticut (CIA) não gerou maior EARR de incisivos superiores, quando comparado com a mecânica ortodôntica convencional.

 

 

 

 

Coordenação de conteúdo:

 Marcio Rodrigues de Almeida