Publicado em: 23/01/2018 às 09h56

Novos limites da RAPG: onde podemos chegar

Guaracilei Maciel Vidigal Júnior inicia ano mostrando um caso clínico na mandíbula.

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Por Guaracilei Maciel Vidigal Júnior
 

Ao longo das edições deste ano, vou mostrar uma série de casos clínicos para ilustrar os novos limites da reconstrução alveolar proteticamente guiada (RAPG). Até agora, os casos realizados pelo nosso grupo de trabalho foram somente em dentes na maxila. Portanto, para exemplificar os novos limites, iniciarei esta série com um caso clínico na mandíbula.

 

 

Figura 1 – Corte transaxial inicial do elemento 46, com extensa perda óssea associada à fratura radicular. Altura óssea na crista = 16,62 mm; espessura óssea = 2,32 mm.

 

 

Figura 2 – Aspecto clínico inicial mostra ausência de acentuada retração gengival, que é indispensável para a técnica da RAPG.

 

Figura 3 – Visão panorâmica da área mostrando outro pré-requisito da técnica da RAPG, a presença das cristas ósseas proximais de altura normal.

 

Figura 4 – Modelo para ser preparado para a técnica da RAPG. A restauração do elemento 47 foi removida para ser incluída na prótese.

 

Figura 5 – Modelo preparado para a confecção da prótese, com a remoção do dente após a marcação das margens gengivais com lapiseira de ponta 0,5 mm; e preparo do nicho subgengival de 3 mm. A descrição detalhada da técnica está nas referências 1 e 2.

 

Figura 6 – Prótese confeccionada para a RAPG.

 

Figura 7 – O design subgengival (3 mm) da provisória é um dos fatores determinantes do sucesso da RAPG. É fundamental que a área da concavidade fique posicionada no milímetro subgengival intermediário, e que essa área fique bem polida e sem ângulos vivos. Os princípios biológicos estão descritos nas referências 3 e 4.

 

Figura 8 – Corte transaxial da mesma área após nove meses, mostrando aumento de quase 6 mm em espessura na crista óssea – de 2,32 mm para 8,23 mm –, sem enxerto, sem membrana e sem retalhos.

 

Figura 9 – Vista oclusal do rebordo, após o término da RAPG, antes da cirurgia para instalação do implante.

 

Figura 10 – Acesso cirúrgico para instalação de implante, com incisão na crista óssea. Rebordo com espessura de 8 mm, mostrando concordância entre as medidas clínica e tomográfica.

 

Figura 11 – Implante de plataforma larga
(5 mm de diâmetro) instalado.
Figura 12 – Vista oclusal do
implante instalado (de conexão
protética com triplo canal).

 

 

REFERÊNCIAS

1. Vidigal Jr. GM. Regeneração óssea sem enxerto e sem retalho. INPerio 2016;1(7):1432-3.

2. Vidigal Jr. GM, Dantas LRF, Groisman M, Silva Jr. LCM. Instalação de implantes imediatamente após a exodontia em áreas estéticas. São Paulo: VM Cultural Editora, 2016. p.39.

3. Vidigal Jr. GM. Reconstrução óssea e estética minimamente invasiva. INPerio 2017;2(1):166-7.

4. Vidigal Jr. GM. Reconstrução alveolar proteticamente guiada. INPerio 2017;2(2):342-4.

 

Guaracilei Maciel Vidigal Júnior

Especialista e mestre em Periodontia – UFRJ; Livre-docente em Periodontia e especialista em Implantodontia – UGF; Doutor em Engenharia de Materiais – Coppe/UFRJ; Pós-doutorando em Periodontia e professor adjunto – Uerj.