Publicado em: 29/01/2018 às 13h11

Clínicas especializadas, policlínicas e prestadores de serviço

Qual modelo de negócio se adapta ao seu perfil profissional? Flavio Falcão Bauer analisa as oportunidades de mercado.

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É possível ser bem sucedido nos três modelos de negócio. (Imagens: Shutterstock)

 

Nossa clínica de Ortodontia existe há 66 anos, e eu exerço a profissão há 37 anos. Já assisti a muitas transformações no mercado de trabalho e nas técnicas para tratamento dos pacientes. Diversas clínicas foram fechadas por dificuldades administrativas e também por problemas que inviabilizaram o negócio financeiramente. Porém, as mudanças de mercado continuam acontecendo e afetam diretamente as clínicas, por isso vamos falar sobre os modelos de negócio: clínicas especializadas, policlínicas e prestação de serviço a terceiros.

 

As clínicas de Ortodontia são formadas por um ou mais profissionais que têm o intuito exclusivo de tratar casos ortodônticos. Esse modelo se mantém devido à indicação de profissionais de Saúde, que podem ser fonoaudiólogos e cirurgiões-dentistas de outras áreas, ou ainda de pacientes novos e também pacientes que precisam de retratamento. Os profissionais que atuam exclusivamente com Ortodontia não oferecem concorrência a dentistas de outras especialidades e podem, portanto, trabalhar em parceria.

Nas policlínicas, a Ortodontia é apenas uma das especialidades oferecidas. O ortodontista pode ser sócio ou coordenador e contratar profissionais de diversas áreas odontológicas para fazer o atendimento. Uma vez na policlínica, o paciente tende a escolher especialistas que fazem parte daquela equipe e, com isso, o ortodontista terá lucro com a venda de serviços que vão além de sua principal especialidade, como estética, clareamento etc.

Também existe outra modalidade: os ortodontistas que prestam serviços em consultórios de outros cirurgiões-dentistas. Nesse caso, a vantagem é que os custos são reduzidos e ele normalmente trabalha com os pacientes indicados pelo dono da clínica. Já a desvantagem é que, em alguns casos, o paciente “pertence” à clínica.

Avaliando esses três diferentes modelos de negócio, não é possível afirmar categoricamente que um deles é melhor ou mais adequado que o outro. Existe sim aquele em que o profissional melhor se adapta, conforme o seu perfil e suas necessidades atuais.

Portanto, ao avaliar as oportunidades que você tem em mãos, lembre-se sempre de considerar esses três modelos de negócio. É possível ser bem sucedido em todos eles, principalmente quando se pratica uma Ortodontia de qualidade. Faça sua escolha com sabedoria e bons negócios.


 

 

Flavio Falcão Bauer

Graduação e mestrado pela Universidade de São Paulo (Fousp).

 


 

A partir desta edição, Flavio Falcão Bauer analisa as oportunidades de mercado e aponta os caminhos possíveis para fazer da Ortodontia um bom negócio.