Publicado em: 16/03/2018 às 11h47

A importância das imagens na Implantodontia

Radiografias, tomografias, imagens tridimensionais e fotografias formam um alicerce de diagnóstico que facilita a vida dos implantodontistas.

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A solicitação de imagens radiográficas para avaliação dos tecidos duros peri-implantares é um complemento essencial e indispensável para o diagnóstico no exame periodontal e peri-implantar. Sem essas imagens, ficaria difícil avaliar com precisão a arquitetura das cristas ósseas alveolares, a relação coroa/raiz (implante), defeitos verticais, assim como as perdas ósseas horizontais em toda a extensão das arcadas. Embora alguns dentistas “mágicos” ainda insistam em dar diagnósticos sem o uso dessas imagens, a grande maioria utiliza as técnicas radiográficas convencionais (periapicais, interproximais e panorâmicas) para verificação de perdas ósseas periodontais e peri-implantares.

Com o advento das tomografias, o clínico passou a ter uma visão tridimensional das perdas ósseas que envolvem as faces vestibular e palatina/lingual. As reconstruções em 3D também possibilitaram uma visão espacial da perda óssea, nos auxiliando na observação em relação às faces do dente ou implante envolvido e a relação com os elementos vizinhos. Outra vantagem foi a possibilidade de avaliar o comprometimento das furcas em casos de perdas ósseas, um ganho bastante expressivo para o diagnóstico e para a tomada de decisão pela manutenção ou extração de um dente, pois os exames convencionais mascaravam os defeitos com variações de ângulo que provocam distorções geométricas.

Finalmente, a Era Digital nos possibilitou usar as fotografias de uma maneira bastante simplificada. Com os smartphones de hoje, conseguimos filmar e fotografar sem grandes dificuldades.  Essas fotografias, mesmo que feitas de uma maneira amadora, ajudam na avaliação antes e após o tratamento, além do aprimoramento de técnicas de trabalho, já que a imagem geralmente tem proporções maiores que o natural, mostrando nitidamente detalhes e defeitos que muitas vezes não são vistos clinicamente. Ajudam, ainda, na descrição de cor, forma e textura da gengiva, como também em outras alterações periodontais e peri-implantares que necessitam de procedimentos cirúrgicos, como as recessões gengivais, perdas de papila e discromias gengivais.

Assim, as tradicionais radiografias panorâmicas e periapicais se juntaram às tomografias e às imagens tridimensionais. Unidas às fotografias, elas vão formando um alicerce de diagnóstico que facilita a vida dos implantodontistas e até mesmo os protege em situações de cunho legal. É descabido, a um profissional que se preze, não realizar essas imagens, sejam elas radiográficas, tomográficas ou fotográficas. As imagens facilitam o nosso planejamento fora da boca, corrigem erros anteriores e aumentam os sucessos futuros.

Se você ainda não possui o hábito de, além das radiografias e tomografias, fotografar os seus casos, comece logo! Você vai ver que uma boa foto ampliada no computador, antes e depois do tratamento que você realizou, poderá deixá-lo muito orgulhoso ou, infelizmente, muito triste.

 

Eu, eu sou aquele que vos consola; quem, pois, és tu para que temas o homem que é mortal, ou o filho do homem, que se tornará em erva? (Isaías 51, 12)

 

 
   


Marco Bianchini

Professor associado II do departamento de Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); autor dos livros "O Passo a Passo Cirúrgico na Implantodontia" e "Diagnóstico e Tratamento das Alterações Peri-Implantares".

Contato: bian07@yahoo.com.br