Publicado em: 29/05/2018 às 10h30

Avaliação anatômica da área de buccal shelf como local de inserção de mini-implantes ortodônticos

Ciência Brasil: publicação de pesquisadores brasileiros na mídia internacional.

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Publicação de pesquisadores na mídia internacional

O espaço Ciência Brasil é reservado para a divulgação das pesquisas recentemente publicadas por ortodontistas brasileiros e estrangeiros em periódicos internacionais. Confira a seguir uma dessas pesquisas:

 

Elshebiny T, Palomo JM, Baumgaertel S. Anatomic assessment of the mandibular buccal shelf for miniscrew insertion in white patients. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2018;153(4):505-11.


RESUMO

Objetivo: investigar a melhor localização para a instalação dos mini-implantes na área de buccal shelf, referenciando que a espessura óssea cortical, a largura óssea, a profundidade de inserção e a proximidade dos nervos são fatores importantes no planejamento para a colocação de mini-implantes ortodônticos. O objetivo deste estudo foi avaliar anatomicamente, em uma população de leucodermas, a área de buccal shelf como local de inserção de mini-implantes ortodônticos.

Material e métodos: as medidas foram avaliadas em tomografia computadorizada feixe cônico de 30 pacientes (18 meninas e 12 meninos; idade média de 14,5 ± 2 anos). Todas as medidas foram realizadas adjacentes à cúspide distovestibular do primeiro molar e às cúspides mesiovestibular e distovestibular do segundo molar. Além disso, a profundidade óssea foi medida em dois níveis de altura: 4 mm e 8 mm da junção cemento-esmalte. Modelos estereolitográficos de pacientes foram sobrepostos nas imagens da tomografia computadorizada feixe cônico para virtualmente criar um contorno do tecido mole na imagem de tomografia computadorizada feixe cônico, para permitir a identificação da altura do ponto de instalação (junção mucogengival). O nervo alveolar inferior foi desenhado digitalmente. Mini-implantes (1,6 mm x 10 mm) foram virtualmente colocados em buccal shelf, e suas profundidades de inserção e relações com o nervo alveolar inferior foram avaliadas. Também foi usada a análise de variância com análise post hoc para todos os dados.

Resultados: os sítios de inserção e os níveis de medição tiveram impactos significativos tanto na espessura do osso cortical quanto na largura. A espessura do osso cortical foi tipicamente maior na região da cúspide distovestibular do segundo molar. A largura óssea também foi maior na região da cúspide distovestibular do segundo molar a 8 mm da junção cemento-esmalte. A maior profundidade de inserção foi encontrada novamente na área de cúspide distovestibular do segundo molar, enquanto os mini-implantes tinham maior proximidade com o nervo nesse local também.

Conclusão: a região da cúspide distovestibular do segundo molar inferior é o local mais apropriado para a inserção de mini-implantes em buccal shelf.

 

 

 

Coordenação de conteúdo:

 Marcio Rodrigues de Almeida