Publicado em: 10/09/2018 às 16h01

Publicação de pesquisadores na mídia internacional

O espaço Ciência Brasil é reservado para divulgar pesquisas publicadas por ortodontistas em periódicos internacionais. Confira a seguir duas dessas pesquisas.

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DiBiase AT, Woodhouse NR, Papageorgiou SN, Johnson N, Slipper C, Grant J et al. Effects of supplemental vibrational force on space closure, treatment duration, and occlusal outcome: a multicenter randomized clinical trial. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2018;153(4):469-80.

RESUMO

Objetivo: um ensaio clínico randomizado multicentro foi realizado em três hospitais universitários no Reino Unido para investigar o efeito da vibração suplementar no fechamento do espaço e no resultado do tratamento com aparelhos fixos.

Material e métodos: 81 indivíduos com menos de 20 anos de idade, com apinhamento de incisivos inferiores, submetidos a tratamento com extração e aparelho fixo, foram alocados aleatoriamente para uso suplementar (20 minutos/dia) de um dispositivo vibratório intraoral AcceleDent (n=29), um dispositivo idêntico simulado (n=25) ou apenas aparelho fixo (n=27). O fechamento do espaço no arco inferior foi medido a partir de modelos de estudo realizados no início do fechamento do espaço, na consulta seguinte, e no término do fechamento do espaço. Registros de finalização foram feitos ao final do tratamento. Os dados foram analisados por protocolo de cegamento, com estatística descritiva, análise de variância univariada e regressão linear com intervalos de confiança de 95%.

Resultados: 61 indivíduos permaneceram no ensaio no início do fechamento do espaço, com todos os três grupos compatíveis quanto às características iniciais. A taxa média geral de fechamento inicial de espaços no arco inferior (desfecho primário) foi de 0,89 mm por mês, sem denotar diferença para o grupo AcceleDent (diferença, 0,09 mm/mês; IC 95%, 0,39 a 0,22 mm/mês; P5 0,57) ou o grupo que usou um simulador (diferença, 0,02 mm/mês; IC 95%, 0,32 a 0,29 mm/mês; P5 0,91), comparado com o grupo que usou somente aparelho fixo. Da mesma forma, não foram identificadas diferenças significativas entre os grupos para desfechos secundários, incluindo a duração total do tratamento (mediana, 18,6 meses; p < 0,05), número de visitas (mediana, 12; p < 0,05) e percentual de melhora quanto ao índice PAR (mediana, 90%; p < 0,05).

Conclusão: a força vibratória suplementar durante o tratamento ortodôntico com aparelhos fixos não afeta o fechamento de espaço, a duração do tratamento, o número total de visitas ou o resultado oclusal final.

 

 

Leone SMM, de Souza-Constantino AM, Conti ACCF, Filho LC, de Almeida-Pedrin RR. The influence of text messages on the cooperation of Class II patients regarding the use of intermaxillary elastics. Angle Orthod 2018, Aug 3.

RESUMO

Objetivo: avaliar a influência de mensagens de texto na cooperação de pacientes classe II que usam elásticos intermaxilares.

Material e métodos: a amostra foi composta por 42 pacientes ortodônticos (20 do sexo masculino e 22 do sexo feminino) com idades entre 14 e 34 anos. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: grupo-controle, com 21 pacientes que não receberam mensagens; e grupo experimental, com 21 pacientes que receberam mensagens de texto motivacionais e lembretes. As mensagens foram enviadas duas vezes por semana durante três meses. Os pacientes foram instruídos a usar os elásticos durante todo o dia, removendo-os apenas durante as refeições e substituindo-os diariamente. Todos os pacientes foram instruídos quanto à importância da cooperação. As medições foram realizadas com paquímetro digital em modelos de gesso, no início do uso do elástico (T1) e três meses depois (T2). Para as comparações intragrupos e intergrupos entre T1 e T2, foram utilizados testes t pareados e não pareados, respectivamente, com nível de significância de 5%.

Resultados: diferenças estatisticamente significantes foram observadas nas comparações intra e intergrupos, entre T1 e T2. Ambos os grupos mostraram diminuição na distância sagital entre os arcos superior e inferior de T1 para T2, demonstrando o uso efetivo de elásticos. No entanto, o grupo experimental apresentou uma correção da classe II que foi 3,7 vezes maior de que no grupo-controle (p=.001).

Conclusão: as mensagens de texto influenciaram positivamente na cooperação dos pacientes quanto ao uso de elásticos intermaxilares no tratamento ortodôntico da má-oclusão de classe II.

 

 

 

 

Coordenação de conteúdo:

Marcio Rodrigues de Almeida