Publicado em: 06/12/2018 às 09h06

Publicação de pesquisadores na mídia internacional

O espaço Ciência Brasil é reservado para divulgar pesquisas publicadas por ortodontistas em periódicos internacionais. Confira a seguir duas dessas pesquisas.

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Massaro C, Miranda F, Janson G, de Almeida RR, Pinzan A, Martins DR et al. Maturational changes of the normal occlusion: a 40-year follow-up. Am J Orthod Dentofacial Ortho 2018;154(2):188-200.

RESUMO

Objetivo: avaliar as alterações nas dimensões dos arcos dentários, tamanho dos dentes e apinhamento de incisivos em indivíduos com oclusão normal ao longo de um período de 40 anos.

Material e métodos: 82 indivíduos leucodermas com oclusão normal avaliados na adolescência e no início da idade adulta, agora, foram recrutados para uma terceira avaliação na sexta década de vida. A amostra final incluiu modelos de 22 indivíduos (12 homens e dez mulheres) com idade média de 13,3, 17,8 e 60,9 anos. As seguintes variáveis foram medidas nos modelos digitais: tamanho dentário mesiodistal; altura clínica da coroa; comprimento, largura e perímetro do arco; profundidade do palato; apinhamento; overjet; sobremordida; e curva de Spee. As alterações entre as fases foram avaliadas por meio da análise de variância de medidas repetidas, seguida pelos testes de Tukey (p < 0,05).

Resultados: observou-se o aumento da altura clínica da coroa nos dentes posteriores e apinhamento dos incisivos, além de diminuições do tamanho mesiodistal dos dentes, largura intercaninos inferior, comprimento do arco, perímetro do arco, sobremordida e curva de Spee. A profundidade do palato aumentou dos 13 para os 17 anos de idade. Nenhuma alteração foi observada para a variável overjet.

Conclusão: indivíduos com oclusão normal tiveram alterações no tamanho dentário e alinhamento, sobremordida e dimensões do arco desde a adolescência até o final da idade adulta.

 

Shintcovsk RL, da Silva Júnior RS, White L, Martins LP, Martins RP. Evaluation of the load system produced by a single intrusion bend in a maxillary lateral incisor bracket with different alloys. Angle Orthod September 2018;88(5):611-6.

RESUMO

Objetivo: avaliar se uma dobra vertical de 0,5 mm aplicada ao braquete de um incisivo produz efeitos colaterais em outros planos e se a utilização de diferentes fios pode afetar esse efeito.

Material e métodos: um modelo de acrílico de um paciente tratado com braquetes passivamente colados foi adaptado ao Orthodontic Force Tester (OFT), e uma célula de carga foi presa ao incisivo lateral esquerdo. 30 arcos retangulares 0,019” x 0,025” foram divididos em três grupos de acordo com sua liga metálica: SS (aço inoxidável), B-Ti (beta-titânio) e MF (fio de beta-titânio revestido com níquel-titânio). Dobras padronizadas de 0,5 mm de altura foram feitas com alicate universal para dobras intraorais e aferidas com gabarito em resina. As forças e os momentos foram registrados nas três dimensões do espaço e verificadas estatisticamente pela análise de variância e teste post hoc de Tukey.

Resultados: o arco de SS produziu força maior (3,4 N) do que o B-Ti (1,41 N) e o MF (0,53 N; p < 0,001). Forças linguais foram produzidas pelos grupos SS (0,82 N) e B-Ti (0,31 N), enquanto no grupo MF as forças foram insignificantes. O arco SS produziu força mesial de 0,24 N, enquanto a força do arco B-Ti foi insignificante e MF produziu 0,09 N. Os grupos produziram diferentes momentos de inclinação da direção distal (SS=31,48 Nmm, B-Ti=11,7 Nmm e MF=4,55 Nmm) e diferentes momentos de inclinação da coroa para vestibular. O arco SS produziu momentos maiores (3,63 Nmm) que os fios B-Ti (1,02 Nmm) e MF (0,36 Nmm). Ocorreu momento de rotação mesial para vestibular em todos os grupos (SS=7,17 Nmm, B-Ti=3,46 Nmm e MF=0,86 Nmm).

Conclusão: a dobra de intrusão de 0,5 mm produziu efeitos colaterais nos sentidos lingual e mesial. Além dos momentos de inclinação da coroa para distal e vestibular, houve rotação no sentido mesial para vestibular. Os fios de B-Ti e MF produziram forças menores de intrusão se comparados ao aço inoxidável. Esses fios mais flexíveis mostraram efeitos colaterais com menor intensidade.

 

 

 

 

Coordenação de conteúdo:

Marcio Rodrigues de Almeida