Publicado em: 20/02/2019 às 09h06

Aposentadoria e previdência

Previdência privada, carteira de ações, imóveis, poupança? Flavio Falcão Bauer traz informações importantes para o cirurgião-dentista projetar o futuro.

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É fundamental que o cirurgião-dentista procure orientações sólidas. (Imagem: Shutterstock)

 

Por ser um profissional liberal, o cirurgião-dentista tem que preparar sua própria previdência. Além disso, como se trata de uma profissão exaustiva, que requer boa visão, motricidade refinada, coluna em ordem e paciência de monge, poucos profissionais conseguem chegar “inteiros” a uma idade avançada.

Houve épocas em que a demanda pelos dentistas era maior que a sua capacidade de atendimento e ainda que o valor dos bens imóveis, em relação ao seu ganho, era mais acessível. Aliado a esses fatores, havia também uma falta de oferta de onde gastar o dinheiro recebido. Exemplificando: nas décadas de 1970/1980, existiam quatro marcas de vinho, cinco montadoras de automóveis, as viagens internacionais eram raras e programadas com antecedência, restaurantes eram para aniversários e datas especiais, as empregadas domésticas trabalhavam aos finais de semana e entravam para as famílias. Resumindo: era mais fácil fazer uma poupança.

Hoje, o profissional precisa lidar com duas situações: de um lado o envelhecimento frente à concorrência de jovens cada vez mais capacitados, e de outro a própria longevidade.

Resta uma pergunta: o que fazer? Em primeiro lugar, é importante se programar para se aposentar recebendo o benefício máximo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Isso requer que nos últimos 20 anos ele esteja contribuindo com 20% do teto máximo – que hoje corresponde ao valor de R$ 1.007 –, então, o custo para obter essa aposentadoria é um bom negócio. Avalie: existe a possibilidade de contribuir com 20% sobre o teto por 20 anos e receber por 20 anos os 100% do valor da aposentaria. Lembre-se de que mesmo se a média de idade para a aposentadoria for para 65 anos, a expectativa de vida passa de 75 anos.

Outra probabilidade é contratar um plano de previdência privada em uma instituição bancária séria. Já a terceira sugestão é montar uma carteira de ações, na qual, por prudência, recomenda-se comprar de 80% a 90% de ações de primeira linha e não mais do que 10% a 20% de ações especulativas.

Também existe a opção de comprar imóveis, que garantem a aposentadoria em forma de aluguéis ou com a revenda futura deles. E ainda pode-se apostar nas aplicações financeiras, como título do tesouro ou caderneta de poupança. E, finalmente, outra via seria montar algum negócio paralelo que seja rentável. No entanto, isso requer expertise e conciliação do tempo, uma vez que negócios rentáveis que caminhem sozinhos são raros.

Atualmente, a maior parte dos casais jovens conta com a força de trabalho de ambos, o que facilita o esforço da poupança. O percentual que cada um vai poupar é uma média entre a necessidade de gasto presente frente ao total de ganhos e a perspectiva de suas necessidades na terceira idade.

Mas, seja qual for a alternativa escolhida, é fundamental procurar orientações sólidas, afinal, é a sua estabilidade para o futuro que está em jogo.

 

 

Flavio Falcão Bauer

Graduação e mestrado pela Fousp.