Publicado em: 20/02/2019 às 09h46

Mais do que uma marca

Em seu editorial, Flavio Cotrim-Ferreira ressalta que a soma de técnicas e experiências potencializa o tratamento e traz inegáveis benefícios aos pacientes.

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Grandes nomes do esporte, como Roger Federer no tênis, Lewis Hamilton no automobilismo ou Cristiano Ronaldo no futebol, possuem carreiras brilhantes, recheadas de vitórias e títulos. Estes “super-humanos” são capazes de realizar feitos inéditos e quebrar recordes que antes pareciam inatingíveis.

Em um mundo movido pelo capital e visualizado pelas lentes do marketing, tais atletas são recrutados a peso de ouro para a divulgação de produtos, associando o sucesso do mito à marca de uma raquete, automóvel ou chuteira.

Porém, nenhum deles afirma “eu jogo Head”, “eu faço Mercedes” ou “eu pratico Nike”, pois sabem que embora bons desempenhos dependam da qualidade do equipamento esportivo, também são fruto de um amplo projeto que inclui planejamento, estratégia e performance de técnicos e auxiliares – além, é claro, do principal diferencial que é a atuação magistral do astro esportivo.

De maneira similar, devemos valorizar em nossa atividade clínica o planejamento, a habilidade e a estratégia da equipe odontológica na solução das desarmonias craniofaciais que tratamos todos os dias. Penso que jamais devemos dizer que praticamos uma marca ou um modelo de aparelho ortodôntico. Fazemos muito mais que isso.

Entendemos as necessidades e ansiedades dos pacientes, elaboramos um diagnóstico e um plano de tratamento, “pilotamos” a biomecânica do movimento dental e, finalmente, após anos de esforço e dedicação, recebemos o “troféu” do caso finalizado. Neste processo, a soma de técnicas e experiências potencializa o tratamento e traz inegáveis benefícios aos pacientes.

Devemos pensar que somos mais do que uma só marca ou uma só técnica, somos profissionais talentosos de Saúde.

 

 

Flavio Cotrim-Ferreira

Editor científico