Publicado em: 17/06/2019 às 11h02

OFM é arte e ciência

Jairo Corrêa, presidente da SPO, destaca pensamento sobre a Ortopedia Funcional dos Maxilares.

  • Imprimir
  • Indique a um amigo

A linha editorial da revista OrtodontiaSPO sempre agasalhou e confirmou o que existe de mais oportuno e moderno nas especialidades de Angle e Korkhaus. Viajando ao passado, nota-se o crescimento da tecnologia aplicada, permitindo que a Odontologia tenha longevidade com qualidade, agora encenada no mundo virtual.

Em uma rápida entrevista com o professor Dalton Humberto Almeida Cardoso, coordenador do curso de Ortopedia Funcional dos Maxilares da Sociedade Paulista de Ortodontia, ele falou: “A Ciência não compactua com a monotonia, ela está sempre em movimento em busca de resultados efetivos e rápidos. Nem sempre a certeza de hoje será a certeza de amanhã, o tempo se encarrega de manter e eliminar técnicas. A técnica em Medicina é o recurso detonador do objetivo do tratamento desenvolvido e efetivado pelo e no próprio paciente (Simões WA, 1977). Ciência sem tecnologia é inútil e tecnologia sem ciência é artesanato (de Moraes FF). A Ortopedia Funcional dos Maxilares tende a evoluir cada vez mais, na medida em que passamos a conhecer com exatidão os pontos de excitação neural, e através de estímulos adequados conseguir a maior quantidade de respostas. A diferença entre as técnicas ortopédicas funcionais e as técnicas mecanicistas está exatamente no seu modo de ação. Para ter domínio e sucesso na OFM, necessita-se profundo conhecimento das estruturas. Estrutura é um conjunto interconectado de elementos individuais (o aparelho) projetado para aguentar cargas específicas (resistência do aparelho à mudança de postura terapêutica, MPT) e para transmitir o sistema de forças induzido através daquelas cargas à subestrutura de suporte, no caso, o paciente (Simões WA). Portanto, o que tem que ser preservado e cuidado é o que está em volta do aparelho, ou seja, o paciente. Por estas e inúmeras outras razões que a OFM é uma especialidade sublime e insubstituível em qualquer idade”.

Sem contestação, este é um pronunciamento que enobrece a realidade e o ótimo comportamento para aplicação e uso dos aparelhos móveis. A Sociedade Paulista de Ortodontia também segue esta rota prática e objetiva. OFM é arte e ciência!

 

 

Jairo Corrêa

Presidente da SPO