Publicado em: 22/07/2019 às 13h01

Evidências científicas do transverso da maxila com menor efeito nos tecidos periodontais

O espaço Ciência Brasil é reservado para divulgar pesquisas publicadas por ortodontistas em periódicos internacionais. Confira uma dessas pesquisas.

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Bastos RTDRM, Blagitz MN, Aragón MLSC, Maia LC, Normando D. Periodontal side effects of rapid and slow maxillary expansion: a systematic review. Angle Orthod 2019;89(4):651-60.
 

RESUMO

Objetivo: identificar as evidências científicas que demonstram o tratamento transverso da maxila com menor efeito nos tecidos periodontais.

Material e métodos: pesquisas feitas no PubMed (MEDLINE), Biblioteca Cochrane, Scopus, Web of Science, Biblioteca Virtual em Saúde, Google Scholar e OpenGrey, além de busca manual nas listas de referências dos artigos selecionados. A ferramenta de artigos relacionados no banco de dados PubMed foi verificada para cada artigo incluído. A avaliação do risco de viés (tendenciosidade) foi realizada com a ferramenta Risk of Bias, da Cochrane Collaboration, para ensaios clínicos randomizados e a ferramenta Robins-I para estudos não randomizados de intervenções. A ferramenta Grade foi usada para avaliar a qualidade das evidências.

Resultados: após o exame dos textos completos, três estudos foram finalmente incluídos. Dois deles usaram expansor Haas com diferentes protocolos e um usou expansor Haas em comparação com aparelho quadri-hélice. Esses estudos avaliaram parâmetros periodontais e índices periodontais por meio de exame clínico com sonda milimétrica, e um estudo examinou imagens de tomografia computadorizada. Após a avaliação da qualidade, dois estudos foram considerados como tendo um risco “baixo” de viés. Um estudo foi classificado como tendo risco moderado de viés. As evidências foram classificadas como de qualidade moderada para nível ósseo alveolar, deslocamento dentário e inclinação, enquanto para todos os outros resultados foram consideradas muito baixas.

Conclusão: não houve diferenças significativas para permitir uma conclusão sólida sobre qual tipo de expansão maxilar tem menos efeitos colaterais periodontais.

 

 Coordenação de conteúdo:


Marcio Rodrigues de Almeida

Mestre, doutor e pós-doutor em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP); Minirresidência em Ortodontia na Universidade de Connecticut, EUA; Professor do curso de mestrado/doutorado em Ortodontia da Unopar, Londrina/PR.